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Uma brisa bem suave,
sol tépido, ares de montanha,
sombras refrescantes,
águas de um córrego límpido,
pássaros cantantes,
um campo bem verdejante...
 
Assim era o ambiente,
em que nós dois estávamos,
calmo, silencioso,
sem mais o quê, que nos tirasse
a atenção um do outro...
 
Sentados na beira da varanda,
apreciávamos a paisagem...
Nenhuma palavra era dita,
para não quebrar o encanto.
 
Nenhum gesto mais ousado,
só mão com mão se tocando,
os ombros se encostando,
as cabeças lado a lado...
 
Curtíamos a delícia pela qual
horas antes havíamos passado...
Noite de maravilha,
tendo estrelas como teto,
deitados em uma esteira,
sem se importar com o resto.
 
Tendo a lua como testemunha,
sua luz nos iluminando,
e as nuvens de vez em quando,
nos acobertando...
 
Nosso som cortava a noite,
respiração e gemidos,
uivos, gritos de prazer,
no ambiente selvagem,
selvagem era o amor,
que dávamos um para o outro...
 
Vimos o dia amanhecer,
primeiros raios do sol,
e mais uma vez nos beijamos,
sem saber se aquele beijo,
era o último da noite,
ou o primeiro do dia...
 
Que importa esse detalhe,
se para nós o que vale,
é o prazer, sentimento,
é o amor, o momento,
que nós nos proporcionamos...
 
Por isso, aqui estamos,
olhando a natureza,
que em pensamento saudamos,
por toda a sua beleza.
 
Agora, nós vamos entrar...
para um pouco repousar,
e quando a noite chegar,
tudo aquilo que fizemos,
nesta noite maravilhosa,
nós vamos recomeçar...
 
Estender nossa esteira,
e com paixão, sofreguidão,
deixarmos extravasar,
entre beijos e abraços,
toda a nossa emoção !
 
 
José Maciel
21-01-2002
 
 
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