Mais uma vez clamo ao mundo meu estado de espírito,
ao redescobrir o amor, esta coisinha gostosa
que mexe com todos os nossos sentidos.
 
Pode parecer estranho, que eu esteja sempre me repetindo,
mas não importa o que me digam.
 
Eu amo, sou amado, depois abandonado,
fico solitário, tristonho, saudoso...
 
 
Mas, não importa porque o amor está
e estará sempre presente em minha vida.
 
Não importa que eu chore,
por saudade, por solidão
(que muitos teimam em dizer que não existe).
 
 
Minhas lágrimas são o lenitivo para minha alma,
alma de uma inveterado sonhador,
de um incorrigível romântico.
 
Com elas eu lavo o meu interior
e deixo-me preparado para um novo encontro,
uma nova esperança, uma nova realização,
se encontrar alguém que me dê
a oportunidade de gostar mais uma vez.
 
 
Meu coração, embora já idoso,
ainda vibra como se fosse jovem.
E ao receber e perceber nas entrelinhas,
uma declaração de amizade e de carinho, 
volta a pular, a "cantar", a sorrir.
 
E a felicidade que tenho,
embora momentânea,
mostra-me que ainda estou vivo.
 
Que ainda desperto alguém para o que há
de mais sublime nos sentimentos humanos.
 
 
Estou de novo amando
(por quanto tempo, não sei).
 
E vou aproveitar cada momento, cada segundo,
entregando-me totalmente,
recebendo e dando muitos beijos, abraços, carinho,   
fazendo de minha companheira,
a amante ideal, e acima de tudo,
uma mulher realizada em todos os sentidos.
 
Enquanto estivermos juntos,
estaremos gozando
dos prazeres
da carne e do espírito.
 
 
Tomara que seja por muito tempo,
e quem sabe,
seja este
o amor definitivo.
 
 
 
José Maciel
20-06-2002

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