Meu corpo padece,
o coração chora,
a solidão corrói minha alma.
 
Viver sozinho é traumático,
a necessidade de um corpo,
de alguém com quem conversar,
com quem amar,
é enorme.
 
Vivenciei relações, gostei, fui gostado,
amei, fui amado,
mas, na vida para mim escolhida,
meu destino é ser só.
 
 
Sempre me dou por inteiro,
ao amor, tudo primeiro.
Onde errei, onde pequei?
Se me dizem que me gostam,
se me dizem que me querem,
por que não dá certo?
 
Minha sina, que desdita,
é viver amargurado,
solitário em minha dor.
Quero amar, fazer amor.
Quero beijar, abraçar,
ser beijado, abraçado,
não somente em promessas...
 
 
Esperei em novo encontro,
que meus sonhos não fossem apenas, 
fruto de minha imaginação,
mas, que ilusão,
pra minha decepção,
desmoronaram, ruíram,
ao chão desabaram, sumiram...
 
 
A tristeza me maltrata,
já não tenho mais sorrisos,
minha voz se torna grave,
baixa, quase inaudível.
Meus olhos perderam o brilho,
minha mente a inspiração,
pela falta de um amor,
que me dê motivação.
 
 
Mas, mesmo desiludido,
reacender esperança,
é a forma única de um dia,
quem sabe, possa encontrar,
um alguém que seja livre.
Que não viva de lembranças,
que me traga esperanças,
de ser de novo feliz.
 
 
Estou de peito aberto,
embora meio abalado,
a espera deste alguém,
que me queira ao seu lado,
para sorrirmos felizes,
e traçarmos diretrizes,
de uma vida com amor.
 
 
 
 
José Maciel
27-07-2002

 

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