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E aqui estamos de novo para ver
o que aconteceu com nossa
querida amiga
Claudia
Cristina Aparecida da Costa Maia Franco,
de família tradicional mineira
que tão logo casa, coitada,
fica viúva.
Isso já aconteceu por 4
(quatro) vezes.
Por quatro lamentáveis
acidentes.
Vocês devem estar lembrados do
último marido, o Zeca, que montado
no lombo do
burro,
tocou a barriga do asno com o pé.
E o Juca (que não gosta
que mexam perto de suas partes íntimas),
ficou excitado,saiu
correndo e jogou o Zeca dentro do poço
(de cabeça pra baixo).
Claudia Cristina Aparecida, sem
outra alternativa, já que não tinha telefone,
esperou,
pacientemente, sentada na
cadeira
de balanço, que os empregados
retornassem de suas folgas,
para
tomar as providências necessárias.
Enquanto isso, acabou com o
suco de maracujá, tomou também
a limonada e ainda umas
colherinhas de mel.
O maracujá para acalmar, a
limonada para cicatrizar as feridas
em seu coração.
E o mel? Bem, o mel foi
para tentar adoçar a vida que lhe
estava
sendo
amarga.
Só os empregados não foram
suficientes para retirar o Zeca do poço.
Tiveram que chamar
os
bombeiros, que
veio acompanhado do
delegado local. A polícia fez a perícia,
e com muito
custo tiraram o finado do
fundo do poço.
No dia seguinte, após o
enterro, a viúva
Claudia
Cristina Aparecida da Costa Maia Franco,
após pensar
muito resolveu-se.
Estava disposta
a voltar a morar na cidade.
Se sentia muito
isolada naquele casarão.
Chamou o veterinário e mandou
castrar o Juca.
E ainda por cima botou o burro
pra puxar carroça.
Mandou tapar a piscina, secou o
lago e os gansos se mandaram.
Na despedida dos empregados,
mandou Pantaleão, seu empregado
mais velho,
fazer uma
buchada com o Serafim.
Que todos comeram satisfeitos.
Ela chamou um apicultor que
levou a colméia.
Na casa de marimbondos ela
botou fogo e por azar levou
umas ferroadas.
Colheu os últimos cajus e
tascou o machado no cajueiro.
Vendeu o sítio de porteira
fechada com todos os móveis e
a criação de suínos, bovinos
e caprinos.
Só não se desfez da fábrica
de queijo e pão de queijo.
Tinha confiança no pessoal que
já trabalhava para
a sua família há muitos anos.
Na cidade alugou um
apartamento, comprou um micro, fez um
cursinho rápido
e danou de navegar pelos chats
da vida.
Conheceu muita gente, teve
alguns encontros, mas tudo sem consequência maior.
E foi ai que teve uma idéia:
- Já sei !!! Só caso com quem
me apresentar
um papai Noel que me dê um
trilhão de reais.
E assim fez. Mandou o aviso
para os vários amigos virtuais
e até hoje está
esperando que
apareça
o tal pretendente.
Quem sabe ela não encontre
outra maneira...
Vamos aguardar...
pode ser que mais adiante a gente encontre
uma explicação
ou uma solução para a vida da
viúva mineira
Claudia Cristina Aparecida da
Costa Maia Franco.
(Nota do Autor: Os
personagens são fictícios. Qualquer semelhança com
pessoas amigas, é mera coincidência
(hehehehehé).
José Maciel
08-07-2002
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