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MEDO

Nunca
saberemos o
momento exato
de parar.
Nunca
perceberemos
que,
por
trás dos
nossos mistérios,
escondem-se
magias.
Braços
abertos, olhos
altos,
mirando o não
visto,
a incerteza do
lado escuro,
a travessia da
vida.
Nos sentimos tão
pequenos
diante de
infinitas
interrogações:
de onde eu
vim, para onde
eu vou?
O que importa,
se não nos
basta
o caminhar
lento entre as
noites
silenciosas e
quentes no verão
escaldante dos
nossos corações?
O que buscamos
através dos
tempos
explorados
pela
curiosidade
alheia,
se as
respostas não
chegam aos
ouvidos?
Míseros
mortais sem
destino!
Desconhecidos
dos seus
futuros,
esquecidos
envoltos em máculas
traiçoeiras
de paixões
repentinas e
repetidas.
Sem arestas
para aparar,
porque o medo
apagou-as da
lembrança.
Mentiras
mantidas por
conveniência
do não
oferecimento
do sofrer
insano.
Esqueçamos a
vida!
Esqueçamos os
sonhos!
Deixamos
esquecidas lágrimas
antes amadas,
destroçamos
corações e
pisamos em
almas
adormecidas.
Tristes
migalhas
espalhadas
pelo chão,
abandonadas e
preteridas.
Preferimos,
antes, a
morte,
a deixar o
amor
resplandecer
em nossos corações.
(Sonia Soares)
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sem a prévia
autorização
da autora.
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