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Nada Sou
 
 
Nada sou - quase nada - longe de ti!
Sem fitar teus lindos olhos, nada faço;
Minha vida experimenta um descompasso...
Quem dera poder agora estar aí!
Eu necessito de ti como ninguém...
Latejas em mim de modo permanente.
És a minha metade que está ausente,
O bálsamo que me faria tão bem!
Nada sou - ou quase nada - aqui sozinho!
Cadê teu sorriso? Não sinto teu cheiro!...
Falta-me teu abraço, de corpo inteiro;
Quero teu calor e a sessão de carinho.
Sou escravo da distância; não tem jeito!
Eu aqui e tu aí!... Nada dá certo!
Falo o que sinto, de coração aberto
E com todo o amor que trago no peito.
Nada sou, já não sei mais o que fazer...
Já pedi às Alturas a solução.
Constantes, minhas preces têm sido em vão.
Nada sou; por que Deus me nega atender?
 
 
 
Lorenzo Yucatán
31.07.2005

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