PARA MATAR A SAUDADE
Coração em disparada,
respiração ofegante,
suor correndo no corpo,
sorriso estampado na face.
Também, pudera,
eu fora surpreendido,
com a chegada inesperada,
de uma criatura amada,
cujo amor carinhoso,
eu já julgava perdido.
Entre surpreso e feliz,
eu a abracei com emoção,
muitos beijos nós trocamos,
alí mesmo, no portão.
Na sala, nós conversamos,
de lembranças nós falamos,
da tristeza, da saudade,
de nossa feliz amizade,
que por motivos diversos,
tinha sido interrompida.
Alguns meses se passaram,
sem uma notícia sequer.
Como me fazia falta,
o carinho desta mulher.
Como era seu costume,
o jantar nos preparou.
Uma comida bem leve,
como se fora um ritual,
um elo de ligação,
entre um homem e uma mulher,
num momento sensual.
O que se passou depois,
não precisa ser contado,
apenas imaginado,
o que me levou ao estado
do coração disparado,
do peito ficar arfante,
do meu corpo todo suado,
do meu riso estampado,
no rosto com imensa alegria,
por ela estar ao meu lado !
Para matar a saudade,
basta somente um encontro,
onde o amor se liberte,
com toda sua emoção,
e sinta, na plenitude
do ato sexual,
sorrir o seu coração.
José Maciel
29-12-2002
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