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  Vamos...
  atire-me pedras !
  Me chame inconstante
  eu sorrio
  o riso distraído
  dos sábios.

  Enquanto lapidas em pedras sem brilho
  Sou a amante abandonada
  Sem ternura
  Que rola na mão bruto diamante
  Dos amores perdidos

  Aranha eu
  teço minha teia
  Traço meu labirinto
  Com espinhos
  E sobras do amor
  Porque sou em desatino

  Suas pedras serão para mim estrelas
  Esferas sem lei
  O sonho ou o sol
  Essência do que sou
  A angústia com que te afogas
 

  Atire-me pedras companheiro
  Pois tem a alma dura
  Nunca comigo caminhará...

      Nesta vida, eu prossigo

         ...Tu ficas!!!

 

 

                     Sheila Pavanelli

 

 
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