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Quando voltares, encontrarás a minha porta fechada,
meu coração não vibrará com a tua presença,
meus ouvidos ensurdecerei aos teus apelos,
e meus olhos fecharei para que não me traiam.


Quando voltares, não me encontrarás a tua espera.
Como antes, não cobrirei de flores a nossa cama,
não regarei de perfume as nossas roupas e, tampouco,
te receberei com os braços do meu amor.


Não me verás despir para o nosso "encontro",
a aguardar, trêmula dos teus caprichos,
a minha alma apaixonada e confiante.


Mas se quiseres voltar, desminto tudo o que disse,
e te recebo, como sempre, mulher sem escrúpulos,
que sabe perdoar e conhece a paixão.

 

(Sonia Soares)
 
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