Noite fria, penetrando meu agasalho,
por todas as pequeninas frestas...
Nada detém esse vento gelado...
Meu corpo arrepiando...
um estremecimento,
pedindo o aconchego de meu amado...
 
 
O luar, mudo, observa minha solidão,
compadece-se de meu frio,
contudo nada pode fazer...
Tiritando o observo,
penso em meu amor lá longe, distante...
 
 
Que o mesmo céu o encobre...
a mesma lua o observa...
 
 
E quando digo o teu nome, meu amado,
te sinto me envolvendo,
encostando teu corpo em minhas costas,
passando as mãos por baixo de meus braços,
pousando-as em meus seios...
 
 
Me apertando de encontro a ti,
sinto todos os detalhes de teu corpo,
colado ao meu...
esse corpo que me aquece...
 
 
É quando murmuro teu nome...
 
 
Querido,
para mim, teu nome é
Amor!
 
 
 
Anna Amélia
17/09/2002
( Direitos autorais reservados )

 

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